visitante(s) soprando palavras ao vento




22.11.05

Potentar Potentizar

Eu potento potentizar...
Para potentar.
Tu potentas.
Ele potenta.
Nós potentamos.
Vós potentais ( tentais..., tentação; uai!? )
Eles potentam
O verbo potentar
Tentando se potentizar.
É!,
"Nóis, pô!, tentamus"
...Alguma coisa....
Que se tenta
Sempre.
"I depois da labuta
De tanto tentar,
Aí nóis senta
Prá discansar".

E conta-se uma vez,
Que o poeta que não fazia
Poesia,
Iscuitava o canto du sabiá
Lá prôs cantos do Sertão de Onde Não Sei Lá,
Potentou potentizar
Nu seu modo de poetizar
A língua que si falava por lá
Bem prá lá de acolá.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:41 AM
 


20.11.05

Volátil

Coisas voláteis,
Adaptáveis
E instáveis:
Coisas usáveis
Num mundo usável;
Pessoas descartáveis
Que consumo a todas:
A luxuriante e amável
Sedução de Maya sobre seu véu.

Poema de: Frank Leber

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:41 PM
 

POETIZAR é sensibilizar;
O poeta é um domador de gentes.
Algumas vezes trás flores,
Outras horrores:
A pilhagem, a sanguinolência,
A "Passagem das Horas" e a "Ode Marítima",
A sabedoria simples de um "Guardador de Rebanhos",
Ou a "Tabacaria" metafísica e onírica a muito não esquecida.
Todos os poemas são ervas não arrancadas,
E o poeta a danação do solo onde crescem.

Sentimentos se elevam e descem,
Mas com nenhuma razão;
Razão não!
Tudo, menos um poema ter razão;
A razão é a emoção fria e gripada que anda com o freio de mão puxado.
Emoção!
Ah!, sim, emoção...
Calculadas ou não...
Incertas como o vento
Com toda justificativa e razão que se possa dar a um ato sincero
E com isto
Ter razão em não ter nenhuma razão.

Poemas...

Poemas que vêm e vão.
Poemas que lançam sangue
E cacos de gente ao chão.
Poemas que refletem,
Que resplandecem;
Poemas que escurecem.
Poemas que enaltecem.
Poemas que estremecem.
Poemas que constroem.
Poemas que comovem e fazem chorar.
Poemas que comovem e fazem rir.
Poemas que comovem e fazem calar...
Poemas que causam alefria.
Poemas que nos dão fúria;
Que era aquela que já havia em nós.
Poemas que transformam.
Poemas retalhadores que desfiguram.
Poemas que destroem;
Demolem para depois reeguer edifícios de pensamentos
Que talvez nos religuem a alguma espécie de sagrado ou profano.
Poemas memoráveis
E também poemas
Evidentemente esquecíveis.
Poemas, poemas, poemas...
Todos os poemas
São só poemas...
E........................
Todos os poemas são humanos.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:31 PM
 


18.11.05

O Canto Calado

Dama, Dama.
Dama bela e calada
Que meu peito inflama;
A grandiloqüência de uma indiferença diferenciada:
O gelo que atiça fogo.
A falta de resposta,
O silêncio é o seu encanto.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva


OLHEI PARA para o que fui e não sou num choro sem lágrimas.
Olhei para todas as rimas que não podiam ser todas que a vida faz e não faz.
Olhei para trás sem me virar:
Olhei para dentro, para o fundo,
E nascentes vi o que era e não sou.
Aquele que era outro,
Este que é outro e não o que foi,
Pois o que foi já foi.
E por não ser mais todos os dias,
Morrer para viver todos os dias,
Ainda é o mesmo
No que eternemente muda para se manter.

Já não sou
Aquela criança que sonhava que voava,
E só de vez quando sonho com aquela que amava
Dançando roda em festa de São João
Ou sendo bruxa brincando em Sabat até o dia acabar;
Ou ainda!,
Juntinhos em qualquer ocasião amarrando os dedos com as mãos
Para entrelaçar corações estúpidos.

Um olhar que paralisava;
A mudez que é para se falar com os olhos;
Gestos que a alma abraçava:
Pura utopia, besteirol de quem amava.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva


Pecado Original

E Eva deu para Adão
Talvez o fruto de insidiosa
Ganância, engano, concupiscência,
E todas estas coisas foram redenção
De gente "pecaminosa";
E então
O "pecado" tornou-se valoração:
Verdade, ação desinteressada, sapiência,
Máscara esplêndida à luz da vivência,
Todos filhos do egoísmo, do engano e coisas adilosas:
Nossa perveção e valoração
Na gênese impossível e verdadeira
De que toda a gente, boa e má, a Humanidade!, é inteira.

Poema de: Frank Leber


Essência...

Essencialmente,
Como o gato, intranqüila.
O gato dorminhoco,
Para dar-me
Uma aparência de paz.
Essencialmente...
A gata manhosa em cio convulso entre as paredes.
...........................................................................
Volúpia,
Quietude para os outros
Momentos.
Essencialmente...
Contradição como condição,
Mas só quando ( não ) quero
Contrapontos na minha música...
Volúpia, Quietude...
Essencialmente.

Poema de: Francine Maria Reis ( heterônimo feminino )


Assim como o fogo,
O desejo é um fenômeno irreversível:
Queimá-nos até a alma.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva


Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:09 AM
 


11.11.05

Um Poema já Antigo

Vento, vem bricá comigo!
Di Vento-Não-Si-Pega-O-Vento-Pega.
Vamu brincá di pega-pega.
Vem vento, vem brincá comigo!
Vem dona Brisa i mi levanta como sementi esvoaçanti di planta.
Mi deixa sê pena di passarinho.
Vem!
Vem vento, vamo brincá di bagunçá folha seca.
Vamo brincá di fazê redumuinho.
Mi pegui pra qui eu ti pegui também.
Mi leva Sêo Vento, e leva meus males.
Mi leva mar adentro, Sêo Vento.
Sopra quentinho quando eu durmí no relento.
Só não me leve a criança que dorme aqui dentro.

Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:14 AM
 


10.11.05

Poema Matemático

Se o todo vezes
O todo
É igual ao quadrado de todo todo,
Então,
O dobro do todo
Vezes a metade do todo
É igual ao quadrado
De todo
Todo real;
E isto, para os que têm olhos,
Pode ser tão belo quanto o David
Ou a Pietá de Michelangelo.
Regras semelhantes valem em toda álgebra e aritmética;
Para os triplos
E seus terços ¿ que não são de matronas de igreja -,
Para os quádruplos
( Seria divertido mandar alguém para os quádruplos )
E seus quartos...
Que não são o da adolescente chorando,
Pendurada ao telefone,
Ou subindo em cima do namorado, evidentemente, sem pensar em quádruplos de quatro.
E bom, por aí vai,
Como os números,
Reais entre um e dois,
Para todo o sempre,
Amém!

Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:39 AM
 


9.11.05

"Fraco é aquele que se acha fraco"

"Digno de admiração é aquele que, tendo tropeçado ao dar o primeiro paço, levanta-se e segue em frente"

"Quando se busca o cume de uma montanha, não se dá importância às pedras no caminho"

"Aspira a elevarte...
e conserva a aspiração até alcançar a meta"

"Os pássaros têm asas e voam;
Os animais, patas e andam,
Que tens feito dos seus pensamentos"

"Pelos erros dos outros a pessoa sensata corrige os seus"

"Não se deve encarar frontalmente uma onda; evitar é melhor que confrontar. Quando, porém, o confronto é inevitável, o melhor é vencer a onda."

"Um verdadeiro lutador não é espetacular, mas seu punho é pesado como uma montanha. Isso acontece porque ele tem chi. Depois de muita prática o chi pode ser focalizado sobre qualquer ponto de ataque que se deseje. A vontade domina o chi, que pode ser focalizado em qualquer ponto de ataque instantaneamente".
Kwok-Yuen, monge shaolin

"Força sem controle é inutilidade"

"Fique de pé como um pinheiro, corra como vento, sente como um sino"
Ditado Shaolin

" Ou não comece ou, tendo começado, não desista"

Olhos
"O trabalho de olhos é muito importante no kung fu ( você começa a derrotar o oponente psicologimente, por suas atitudes e olhar ), a aparência de impetuosidade deve ser mantida para não entregar ao oponente seus reais sentimentos ou intenções, sejam dor, medo, raiva, ou cansaço; além disso, a agressividade pode ser importante para lhe dar força e ação, mas não é ela quem lhe dá controle e precisão; dosá-la devidamente é um bom conselho".

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 10:34 AM
 


1.11.05

E SE...
Eu fosse bitolado nos teus lábios,
No teu corpo,
Em tua língua,
No teu cheiro,
No teu suor...
Loucamente bitolado nos teus gemidos;
Em retorná-la ser o que é:
Mulher... Linda e Bela.
No fundo,
Profundamente bitolado em atolar-me em você.

E se...,
Eu fosse além dos gemidos
Bitolado no seu sorriso
E nas conversas bobas que também são suas,
Dessas de mesinhas de bar,
Que também seriam minhas,
Porém menos do que tu serias minha
E eu teu.

E se...,
Eu te sugasse o pescoço como um vampiro
Para deixar vergões no dia seguinte.

E se...(?)
Eu fosse louco,
Te agarrasse e te beijasse,
Te tomasse à força,
E acabasse as minhas forças
Dentro de ti
E por você.

(?) E se...
Eu fosse bitolado nas tuas coxas,
Em adentrar entre elas
Como o coelho branco apressado
À procura da toca do País das Maravilhas;
E absolutamente fissurado nos teus seios.

(?)
E se...(?)
Eu te olhasse,
Não com olhos de carneiro manso,
Mas como a fera olha para a presa,
Desejando-te devorá-la:
Eu avançaria impetuosamente sobre a tua carne fresca.

Mas...,
E se eu te desejasse apenas?;
Talvez mostrar-lhe o pôr do Sol,
A Lua e as estrelas,
Com um vento soprando o nosso abraço,
E dizer-lhe que não são belos;
Nós é que somos deuses,
E nosso milagre é torná-los belos,
Porém menos
Do que nós nos tornando UM:
Carne com carne,
Suor com suor,
Língua com língua,
Dois corpos num só
Roçando-se num nó convulso,
Um trançar do seu corpo nu com o meu,
Entrando um no outro,
Tornando-se UM.
E depois...
Todo o Cosmos renasceria em nosso orgasmo
Numa explosão cósmica.

Mas e se...?
Uma noite eu estivesse triste e abatido,
E fosse procurá-la apenas,
Como o filhinho menor que você não teve,
Para deitar a minha cabeça nos teus seios
E dizer, tão somente, o quanto eu a amo.

Além disso,
E se?...
Eu te agarrasse a nádegas firmemente,
Como um tigre à sua presa,
Puxasse o teu corpo contra o meu
E te olhasse olhos nos olhos.

?E se...,
Eu fosse o artista que a contemplasse
Como a mais divina obra.

E se...
Ah!, mas esse E se!...
Eu fosse o fiel religioso,
O monge piedoso,
E teu corpo a minha igreja,
O meu templo todo
No qual viveria recluso por vontade.

E se...,
Na tua falta a caçasse desesperadamente
Até os confins da Terra,
E depois fizéssemos amor até quando
Não houvessem mais Sol ou estrelas,
Somente a luz,
A eletricidade de nossos corpos.(?)

E se...
Além de nossos corpos,
Nossos desejos,
Além do fogo da paixão,
Nossas almas se fundissem numa só?

E se...,
Ah, esse E se!......................................
Eu lhe puxasse de repente
E te roubasse O Beijo
Que mataria a minha insegurança.

E digamos,
Se...
Eu te amasse de longe
E ficasse te olhando com olhos bobos de carneiro manso,
Ou os da Águia que não cai sobre a presa;
Tendo voluptuosos sonhos de amor contigo,
Num estúpido amor platônico.

E se...,
Eu fosse um dos anjos do Gênesis,
Que se apaixonaram por filhas de homens,
E lhe roubasse o coração e a alma.

Ah!,
Que sempre no teu desejo,
Às noite eu te possuísse.

E...
Se fosse como É, mas nem sempre,
Insaciável a minha fome em ter você.

Mas então?
Tanto... E Se!?
Sonhos, sonhos,
Sonhos...
Só sonhos em vão
Que vão soprados
Ao vento em noites de verão,
Movendo a vela do barco
Que talvez se chame ilusão,
Em ardentes amor e paixão
Escondidos sob uma aparência gélida
E sem emoção.

Sonhos, sonhos....
E eu sonho em vão.
Óh!, Rainha dos Meus Desejos,
Derreta-me!

Sonhos....................................
Ou não...

Ah...!
Se te jogasse sobre a cama
E meus lábios e dedos
Fossem ávidos exploradores
Perscrutando toda
A Natureza em teu corpo,
Junto com minha mente, coração, alma e carne
Só suas...
Somente suas...

Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 12:36 PM
 
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